Com este título, a Mensagem para o Dia Mundial do Doente deste ano (11 de Fevereiro) do Papa Leão XIV volta a propor-nos «a imagem, sempre atual e necessária, do bom samaritano, a fim de redescobrirmos a beleza da caridade e a dimensão social da compaixão, e chamar a atenção para os necessitados e para os que sofrem, como são os doentes».
O Santo Padre percorre a parábola que Lucas nos apresenta (cf. Lc 10, 25-37) «com a chave hermenêutica da Encíclica Fratelli tutti, do […] Papa Francisco».
Falando do «dom do encontro», Leão XIV diz-nos: «podemos afirmar, com Santo Agostinho, que o Senhor não quis ensinar quem era o próximo daquele homem, mas de quem ele devia tornar-se próximo. Na verdade, ninguém é próximo de outro enquanto não se aproxima voluntariamente dele. Por isso, fez-se próximo aquele que teve misericórdia (cf. Santo Agostinho, Sermão 171, 2; 179 A, 7).
«Na minha experiência como missionário e bispo no Peru – conta o Papa – eu mesmo constatei como muitas pessoas partilham a misericórdia e a compaixão ao estilo do samaritano e do estalajadeiro. Familiares, vizinhos, profissionais e agentes pastorais da saúde e tantos outros que param, se aproximam, curam, carregam, acompanham e oferecem o que têm, dando à compaixão uma dimensão social. Esta experiência, que se realiza num entrelaçamento de relações, ultrapassa o mero compromisso individual».
Saibamos nós responder com uma proximidade criativa e uma solidariedade verdadeira ao relacionarmo-nos com os doentes da nossa comunidade: os da nossa família, os que são nossos amigos e, particularmente, aqueles que estão mais sozinhos.
Queria agradecer a generosidade dos Ministros Extraordinários da Eucaristia que lhes levam a Sagrada Comunhão, dos membros da Conferência Vicentina, bem como dos que levam por diante o Projecto “+próximo” que os visitam e os acompanham.
P. José Manuel
Laure Barlet, O Bom Samaritano. Pintura a óleo sobre tela (2019)










